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FETAG-RS leva demandas dos produtores de tabaco às empresas fumageiras em reuniões das Cadecs

A comissão representativa dos produtores de tabaco do Sul do Brasil participou, nos dias 15 e 16 de junho, de reuniões das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs) com as empresas fumageiras para discutir a comercialização da atual safra e as perspectivas para o próximo ciclo produtivo.

As reuniões foram resultado das demandas apresentadas pela FETAG-RS e pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais das regiões produtoras durante a mobilização realizada em 25 de maio. Na ocasião, em reunião com o SindiTabaco, ficou acordada a realização de encontros com as empresas fumageiras para debater as dificuldades enfrentadas pelos fumicultores e buscar soluções para o setor.

Durante as reuniões, a representação dos produtores manifestou preocupação com a piora dos preços pagos pelo tabaco na etapa final da comercialização e cobrou das empresas maior valorização do produto. Também foi cobrado das empresas o cumprimento dos contratos de integração, principalmente no que se refere às estimativas de produção dos produtores. Além do monitoramento por parte das empresas em relação ao calendário de plantio da cultura, evitando assim desequilíbrio futuros na cadeia produtiva e volumes de produção.

“A comercialização desta safra tem gerado muita preocupação entre os produtores. Levamos às empresas as principais dificuldades relatadas pelos agricultores, especialmente em relação aos preços praticados, à classificação do tabaco e à necessidade de garantir a compra dos volumes contratados. Essas reuniões foram importantes para cobrar respostas e buscar mais segurança para os fumicultores”, destacou a assessora de Política Agrícola da FETAG-RS, Carla Schuh.

Outro ponto levado pelas entidades foi a necessidade de garantir o cumprimento dos contratos firmados com os produtores integrados. A representação também questionou os critérios de classificação utilizados na compra do tabaco, destacando que muitos agricultores têm relatado dificuldades em alcançar as melhores classes de enquadramento. Em resposta, as empresas afirmaram que seguem os critérios estabelecidos pela legislação vigente e garantiram a compra de todo o tabaco contratado e incluído nas estimativas revisadas junto aos produtores.

As empresas também atribuíram parte das dificuldades de comercialização ao cenário internacional, citando a desvalorização do dólar frente ao real e o aumento da oferta de tabaco em outros países produtores. A representação dos agricultores, por sua vez, reforçou a preocupação com a próxima safra e cobrou responsabilidade no planejamento da produção para evitar um aumento da oferta que possa comprometer ainda mais a renda dos fumicultores.

Além da situação da safra atual, também foram debatidos os elevados custos de produção e o cenário do mercado para o próximo ciclo produtivo. A FETAG-RS destacou a importância de que as empresas mantenham o diálogo com os produtores e busquem alternativas que garantam condições justas de comercialização e renda às famílias agricultoras.

Representaram a FETAG-RS nas reuniões das Cadecs o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Cruz do Sul, Sérgio Reis; o representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canguçu, Guilherme Tessmer; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arroio do Tigre, Alceu Mergen; e a assessora de Política Agrícola da Federação, Carla Schuh.

A comissão representativa dos produtores de tabaco do Sul do Brasil é formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e pelas Federações dos Trabalhadores Rurais (FETAG-RS, Fetaesc e Fetaep) dos três estados da região Sul.