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FETAG-RS participa de reunião no Cade em defesa de maior estabilidade para produtores de tabaco
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) participou, nesta terça-feira (12), de uma reunião no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em Brasília, para defender medidas que garantam mais segurança, previsibilidade e equilíbrio econômico aos produtores de tabaco.
A audiência reuniu representantes das entidades que compõem a comissão representativa dos produtores de tabaco do Sul do Brasil, formada pela FETAG-RS, Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc) e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).
A reunião foi solicitada pelo deputado federal Heitor Schuch, a pedido da Afubra, e contou com a presença do presidente do Cade, Diogo Thomson de Andrade, e do chefe de gabinete, Paulo Henrique de Oliveira.
Representando a Federação, estiveram presentes o presidente da FETAG-RS, Eugênio Zanetti, a secretária e coordenadora estadual de juventude e responsável pela cadeia produtiva do tabaco, Camila Rode, e o secretário-executivo da entidade, Kaliton Prestes.
Durante o encontro, a FETAG-RS reforçou a preocupação com os impactos causados pelo atual modelo de negociação de tabelas de preços separadas por empresa no setor fumageiro. Segundo a entidade, a prática tem provocado insegurança e falta de previsibilidade aos agricultores familiares, que assumem compromissos produtivos antes mesmo da definição final dos preços da safra.
A Federação defendeu junto ao Cade a possibilidade de retomada da negociação conjunta para construção de uma tabela mínima única de preços, elaborada de forma transparente entre representantes dos produtores e da indústria. O modelo, adotado até a safra 2008/2009, é considerado mais seguro e equilibrado para os produtores.
A FETAG-RS destacou ainda que as diferenças entre as tabelas praticadas pelas empresas têm aumentado nos últimos anos. Na safra 2025/2026, a variação entre a menor e a maior tabela ultrapassou 10%, cenário que amplia a insegurança econômica e faz com que muitos produtores busquem contratos com mais de uma empresa como forma de reduzir riscos.
Para a Federação, a construção de mecanismos que fortaleçam a renda, a estabilidade e a valorização dos agricultores familiares é fundamental para garantir sustentabilidade à cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul e na Região Sul do país.
Conforme avaliação das entidades participantes, o resultado da reunião foi positivo. O Cade sinalizou a possibilidade de análise da proposta de retomada da negociação conjunta, mediante o encaminhamento de documentos técnicos e jurídicos que serão avaliados pelo colegiado do órgão.
Crédito texto: Camila Santos/ASCOM FETAG-RS
