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FETAG-RS acompanha com preocupação comercialização do tabaco e não descarta mobilizações no Estado

 

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) acompanha com preocupação o andamento da comercialização do tabaco e a forma como a legislação vem sendo aplicada no setor. O tema esteve em pauta na reunião da Comissão do Tabaco, realizada na segunda-feira (04), com a participação de presidentes de sindicatos de municípios produtores, que relataram um cenário de insegurança e apreensão entre os fumicultores.

A entidade destaca que os sindicatos filiados têm sido procurados de forma recorrente por produtores de tabaco, que buscam orientação, apoio e respostas diante das dificuldades enfrentadas neste momento.

A diretora responsável pela cadeia produtiva do tabaco na FETAG-RS, Camila Rode, reforça que o cenário é de grande preocupação e exige atenção imediata. “Há uma preocupação muito grande com o andamento da comercialização e com a condução da aplicação da lei. Nossos sindicatos estão ao lado dos produtores, que têm buscado auxílio e amparo diante das incertezas. É um momento de preocupação para os fumicultores, e isso exige respostas imediatas por parte dos responsáveis”, afirma.

A FETAG-RS acompanha de perto a situação e não descarta a possibilidade de mobilizações em defesa da cadeia produtiva do tabaco, caso não haja avanços na condução do tema.

A agricultura familiar é o principal pilar da produção de tabaco no Rio Grande do Sul, respondendo por cerca de 95% do total produzido. Apesar dessa relevância, os produtores enfrentam desafios severos, que vão desde os riscos de frustração de safra, decorrentes de fenômenos climáticos, até a possibilidade de perdas de receita em função do sistema de classificação das folhas no Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT).

Esse modelo de integração é marcado por uma forte assimetria entre a ampla base de produtores e a alta concentração industrial em poucas empresas, o que reforça a necessidade de maior equilíbrio e responsabilidade conjunta na governança da cadeia produtiva.

No Rio Grande do Sul, a cultura do tabaco está presente em 208 municípios gaúchos, sendo que cerca de 92% da produção é oriunda da agricultura familiar, o que evidencia a relevância social e econômica da atividade para milhares de famílias e reforça a necessidade de medidas efetivas para o setor.