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Sem violência, com justiça climática e democracia: Mulheres Rurais constroem o Bem Viver
Com o lema “Sem violência, com justiça climática e democracia: Mulheres Rurais constroem o Bem Viver”, a Comissão Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais promove uma ampla campanha de mobilização ao longo de todo o mês de março, reafirmando o Dia Internacional das Mulheres como uma data histórica de luta, organização e resistência das mulheres do campo, das águas e das florestas em todo o Brasil. Para a FETAG-RS, o momento é de fortalecer a unidade, dar visibilidade às pautas urgentes e reafirmar que não há Bem Viver possível sem o enfrentamento às múltiplas violências que atingem as mulheres e sem a construção de justiça social e ambiental.
Neste ano de 2026, o 8 de março ganha um significado ainda mais contundente no Rio Grande do Sul, diante dos altos índices de feminicídio registrados no estado. A realidade alarmante da violência contra as mulheres exige denúncia permanente, políticas públicas efetivas e uma rede de proteção que alcance também as mulheres que vivem no meio rural, muitas vezes distantes dos serviços de atendimento.
Outro grave problema enfrentado pelas mulheres trabalhadoras rurais é o avanço das mudanças climáticas, que têm impactado profundamente os territórios. As estiagens prolongadas, as enchentes e os eventos extremos que marcaram os últimos anos no estado atingem diretamente a agricultura e a pecuária familiar e sobrecarregam ainda mais as mulheres, que acumulam responsabilidades na produção de alimentos, no cuidado com a família e na reconstrução das comunidades afetadas pelos desastres ambientais.
A coordenadora de Mulheres da Comissão Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais da FETAG-RS, Lérida Pivoto Pavanelo, reforça que o 8 de março é um dia de mobilização e compromisso coletivo.
“O 8 de março não é apenas uma data simbólica, é um dia de luta das mulheres trabalhadoras rurais. No Rio Grande do Sul, estamos vivendo um cenário alarmante de feminicídios, e isso exige de nós mobilização permanente. Precisamos garantir que as mulheres do campo vivam sem violência, com autonomia e com políticas públicas que assegurem renda, dignidade e participação. Ao mesmo tempo, defendemos justiça climática, porque somos nós que estamos na linha de frente enfrentando as estiagens, as enchentes e todos os impactos das mudanças no clima”, afirma.
Ao defender o lema “Sem violência, com justiça climática e democracia”, as mulheres rurais reafirmam que a construção do Bem Viver passa pela consolidação da democracia, pela ampliação do acesso à terra, ao crédito, à assistência técnica, à saúde e à educação do campo, e pela garantia de condições para que as mulheres permaneçam e prosperem no meio rural com autonomia e reconhecimento.
Durante todo o mês de março, a campanha promoverá ações de mobilização, debates e atividades nos municípios, fortalecendo a organização das mulheres do campo, das águas e das florestas. Neste 8 de março, a FETAG-RS soma-se à mobilização nacional e reafirma seu compromisso com a luta por uma sociedade baseada na vida, na igualdade, na justiça ambiental e no fim de todas as formas de violência.
