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FETAG-RS debate endividamento rural e políticas públicas com o BNDES

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) recebeu na manhã desta quinta-feira, 15 de janeiro, representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para tratar do endividamento rural e das condições de acesso às políticas públicas voltadas à agricultura familiar. Integrantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanharam o encontro de forma online.

Durante o encontro, a FETAG-RS apresentou um diagnóstico da situação da agricultura familiar no Rio Grande do Sul, destacando as dificuldades enfrentadas pelos agricultores em função da baixa cotação dos produtos, dos eventos climáticos extremos e do elevado nível de endividamento rural.

Também foi debatida a Medida Provisória (MP) nº 13/2014, que, segundo a avaliação da entidade, não atingiu as expectativas de desembolso dos recursos em decorrência da demora na operacionalização da medida efetivada apenas em novembro de 2025, além da burocracia e das travas impostas do acesso ao crédito, fatores que limitaram o alcance da política pública.

Apesar das dificuldades, a reunião trouxe avanços importantes. Nesta semana, foi incluída a safra 2024/2025 nas possibilidades de renegociação, autorizando os bancos a contemplarem a última safra em todas as operações de custeio, o que representa um passo relevante para aliviar a situação financeira dos agricultores e pecuaristas familiares.

Além do tema do endividamento, a FETAG-RS ressaltou o potencial da agricultura familiar gaúcha, especialmente quando há políticas públicas adequadas. Foram destacadas as agroindústrias familiares, a produção de alimentos hortigranjeiros, frutas e a pecuária, setores que demonstram a capacidade de desenvolvimento e geração de renda no meio rural.

A entidade reforçou ainda a importância do apoio governamental para fortalecer a transição para uma agricultura mais sustentável, considerando que os agricultores vêm se adaptando aos momentos difíceis com a adoção de novas técnicas, mas necessitam de políticas públicas consistentes para garantir segurança, renda e permanência no campo.