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Comissão Interestadual da Uva pode cobrar na Justiça cumprimento do preço mínimo

fixado pelo governo federal,
que é de R$ 0,46 o quilo. Dirigentes da Comissão e da Fetag, juntamente
com suas assessorias jurídicas, estiveram reunidos hoje (13), na sede
da Federação, em Porto Alegre, discutindo a viabilidade de cobrar na
Justiça o cumprimento do preço mínimo ao vitivinicultor. Um estudo
neste sentido vem sendo realizado pelos advogados da Comissão e da
Fetag.
     O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caxias do
Sul, Raimundo Bampi, e também tesoureiro da Comissão Interestadual da
Uva, disse que houve inúmeras tentativas de diálogo com as indústrias,
mas todas sem sucesso. Inclusive foi solicitada a intervenção junto ao
governo federal, da mesma forma sem resultados.
     Bampi reitera que a Comissão ainda fará uma nova tentativa antes
de ingressar na Justiça. No começo do ano, lembra o dirigente, o setor
industrial prometeu que se houvesse melhora do desempenho comercial do
segmento vinícola, eles cumpririam o preço mínimo. “Todos sabem que no
primeiro semestre foi registrada uma melhora significativa de vendas,
tanto no setor de vinhos, como no de sucos e de espumantes. Então,
antes de buscar a via judicial, ainda tentaremos de forma
administrativa”, observa.
     O presidente da Fetag, Elton Weber, conta que mais de 15 mil
famílias estão envolvidas na produção de uva e estão enfrentando sérias
dificuldades. Na próxima semana a Comissão deverá se reunir em Caxias
do Sul e até o final de agosto o setor industrial será comunicado para
rediscutir a questão.

Mais informações: Raimundo Bampi – (54-9979-8067)
Elton Weber – (51-9325-0040)